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Assédio eleitoral: MPT-PR recomenda retratação a vereador que incitou demissão por voto

· OAB/PB 34.525 · · 5 min de leitura
Cena de ambiente de trabalho com tensão entre colegas e superiores
Foto: StartupStockPhotos / Pixabay

Pressionar trabalhadores por causa do voto é tratado pelo MPT como assédio eleitoral. Em Curitiba, o MPT-PR recomendou que um vereador e deputado federal eleito se retrate publicamente após vídeo incitando empresários a demitir quem votou em determinado candidato. Trata-se de uma recomendação, não de uma decisão da Justiça.

O que o MPT-PR fez?

O MPT-PR recebeu denúncia sobre um vídeo publicado no Instagram por um vereador de Curitiba, também eleito deputado federal. Nas imagens, ele aparece incentivando empresários a dispensar trabalhadores que tivessem votado em um candidato específico.

Na tarde de terça-feira (27), o órgão expediu uma recomendação. O parlamentar deve publicar uma retratação no mesmo perfil e no mesmo formato, mantida no ar por cinco dias, e comprovar a publicação ao MPT-PR em até 48 horas. O texto pedido afirma que o trabalhador escolhe livremente seus candidatos e que o empregador não pode retaliar pela escolha eleitoral, nem com ameaça nem com perda do emprego.

O MPT-PR também pediu que ele deixe de incentivar empresas a discriminar, perseguir ou dispensar empregados por convicção política, e que apague as postagens. O órgão vai fiscalizar o cumprimento. Se a recomendação não for seguida, outras medidas administrativas e judiciais poderão ser adotadas. Não há notícia de ação na Justiça até agora.

Isso vale para o meu caso?

O caso trata de uma recomendação do Ministério Público do Trabalho, e não de uma sentença. O MPT investiga e pode levar casos à Justiça, mas não julga. Por isso, a notícia não significa que alguém foi condenado.

Também não há informação de que algum trabalhador tenha sido demitido por causa do vídeo. O que pesou foi a própria publicação, considerada pelo MPT-PR um estímulo a perseguir empregados pelo voto. Se você sofreu pressão, ameaça ou dispensa ligada à sua escolha política, sua situação tem outros elementos e depende das provas que existirem.

Ser pressionado no trabalho por causa do voto gera indenização?

A Constituição protege a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem, e garante indenização quando esses direitos são violados. A CLT chama de dano extrapatrimonial (o dano moral, que atinge a pessoa e não o bolso) a ação ou omissão que ofende a esfera moral ou existencial do trabalhador.

Quando a pressão no ambiente de trabalho atinge esses direitos, pode haver discussão de dano moral. Ameaças e humilhações repetidas também se aproximam do que se entende por assédio moral no trabalho e como reunir provas. Cada situação, porém, é avaliada pelos fatos concretos.

Como saber se o meu caso é parecido?

Alguns sinais aproximam a sua situação deste caso: chefe ou dono da empresa pedindo voto em alguém, ameaçando demitir quem votar diferente, cobrando comprovante de voto, ou dispensa logo após você manifestar preferência política.

Guarde provas: prints de mensagens e grupos, áudios, e-mails, vídeos, nomes de colegas que presenciaram e a carta de demissão, se houver. Anote datas e quem disse o quê. A ação trabalhista deve ser proposta em até dois anos após o fim do contrato e alcança os últimos cinco anos; você pode conferir com a calculadora de prazo para processar. A análise sempre depende dos documentos de cada caso.

Pontos de atenção
  • Recomendação do MPT não é condenação: ela orienta uma conduta e pode ser seguida de outras medidas se for descumprida.
  • Denúncias de assédio eleitoral podem ser levadas ao MPT, que investiga a conduta.
  • Pressão política constante no trabalho pode se somar a outras situações tratadas no guia sobre assédio moral no trabalho.

Esta publicação resume uma notícia oficial. O resultado do caso relatado depende dos seus fatos e provas; não garante o mesmo desfecho em outras situações.

Perguntas frequentes

O que é assédio eleitoral no trabalho?

É a pressão sobre empregados por causa do voto, como ameaçar demitir quem escolher determinado candidato. No caso de Curitiba, o MPT-PR tratou como assédio eleitoral um vídeo que incentivava empresários a dispensar trabalhadores pelo voto.

O vereador foi condenado pela Justiça?

Não há informação de condenação. O MPT-PR expediu uma recomendação pedindo retratação, remoção das postagens e que ele deixe de incentivar dispensas por motivo político. Se não cumprir, o órgão poderá adotar outras medidas administrativas e judiciais.

Quanto tempo tenho para buscar meus direitos se fui demitido?

A ação trabalhista deve ser ajuizada em até dois anos após o fim do contrato. Ela pode alcançar créditos dos últimos cinco anos, contados da data em que a ação é proposta.

Que provas ajudam a mostrar pressão pelo voto?

Mensagens, áudios, vídeos, e-mails, publicações em grupos da empresa e testemunhas que ouviram as ameaças. Anotar datas e nomes de quem fez a pressão ajuda a reconstruir os fatos depois.

Fontes e legislação consultada

Fonte oficial da notícia e textos legais usados na explicação.

  1. Ministério Público do Trabalho (MPT): Vereador de Curitiba deverá se retratar publicamente após praticar assédio eleitoral a trabalhadores em suas redes sociaisnotícia publicada em 27/10/2026
  2. Constituição Federal de 1988art. 5º, X, da Constituição Federal e art. 223-B da CLT; art. 7º, XXIX, da Constituição Federal e art. 11 da CLT
  3. Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/1943)art. 5º, X, da Constituição Federal e art. 223-B da CLT; art. 7º, XXIX, da Constituição Federal e art. 11 da CLT

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